YOKOHAMA — Às 3h12 da madrugada de ontem, véspera do GP, enquanto o paddock dormia o sono dos honestos, a reportagem de O FLAGRA viu, por entre uma cerca viva e a uma distância que o olfato recomendava, um homem de macacão da Cruzeiro Real Automobilismo despejar o conteúdo de um tambor enferrujado, marcado com o símbolo de radioatividade, no bocal de combustível do Radioactive Milho Mk I.
O conteúdo era marrom. Era espesso. E fumegava.
A equipe, que chegou ao Japão prometendo “mais potência, menos lógica”, nunca explicou de onde vem o rendimento do carro. O material de divulgação fala apenas em Decanted Manure. A reportagem consultou um dicionário. A tradução não ajuda a equipe.
Fontes do paddock, que pediram para não ser identificadas e para não ficar a favor do vento, afirmam que o tambor chegou horas antes, num trator que descarregou nos fundos da garagem um volume de esterco e espigas de milho “incompatível com qualquer regulamento técnico conhecido”.
Procurado, o chefe de equipe Fernando Augusto não respondeu. À 1h27 ele estava ocupado contando dinheiro (veja a foto). O projetista-chefe, Ken Obi, a quem se atribui a “eletrônica reprojetada” do carro, também não quis comentar. Uma fonte próxima, porém, garante ter ouvido dele, na porta da oficina:
“Fucking necessary, this tambor is; without the merda, the milho moves not.”
Fica a pergunta que O FLAGRA fará até ter resposta: o que exatamente, entre o milho e o resto, faz esse carro andar?
A investigação continua.




Milho
Feijão
Amendoim
Coco
Girassol
Arroz
Café
Mamona
Mostarda
Soja
Chia
Linhaça