Vancouver é a pista onde, segundo os arquivos, o Max Porter já correu com três rodas. Voltou lá em setembro com quatro, e com medo. Na sexta, fez o melhor tempo do treino, 98 milésimos à frente do André. No sábado, o André devolveu com juros: a pole por 197 milésimos.
Na largada, o Max pulou na frente. O André, segundo o rádio da equipe (que alguém ouviu, porque a redação estava na praia), respondeu ao engenheiro que só um instante, estava “terminando uma mensagem de bom-dia” para a esposa. Ultrapassou na quarta volta, por 84 milésimos, e confessou pelo rádio: “Things got pretty hairy there!”
Liderou até a última volta. Nas duas últimas curvas, o Max passou por dentro, com pneus melhores, e ganhou. Pelo rádio, os dois disseram a mesma coisa, em corridas diferentes. O André, em Munique: “I am a driving genius!” O Max, em Vancouver: “I am a driving genius!” O gênio da Cruzeiro Real muda de carro a cada corrida.
O empate. O Max ganhou a corrida e saiu com 8 pontos. O André chegou em segundo e saiu com 8 também: seis pelo segundo lugar e dois pela pole. “O Senhor recompensa a dedicação, não apenas o resultado”, explicou o André, segundo quem estava na sala. Na moeda interna da equipe, a MilhoCoin™, o segundo lugar rendeu mais que a vitória: 11 a 10 para o André.
A coletiva. Uma jornalista da Motorsportif fez a pergunta simples: qual dos dois pilotos é o melhor? O DON respondeu “André Gomes” e mais nada. A jornalista lembrou que o Max tinha acabado de vencer. “Eu sei. Eu tava lá. Recebi até o troféu.” O Max estava na primeira fila, com o troféu no colo.
A redação não diz que o DON tem filho preferido. Diz que, perguntado, ele não precisou pensar.




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